Exercício e Parkinson

abril 10, 2017 - retrev

1 Comment

Exercício no Tratamento da Doença de Parkinson

O exercício Físico pode ser um grande aliado no tratamento da Doença de Parkinson. A utilização de medicamentos adequados, um programa de exercício físicos regular e específico e uma dieta balanceada e apóia em micronutrientes auxiliadores do tratamento pode ser a chave para o controle do Parkinson.

Os Exercícios Físicos, conservam a atividade muscular e a flexibilidade articular. Quando Inativos, os músculos tendem a se atrofiar, se contrair, e sua forca diminui.

A rigidez resultante limita a amplitude dos gestos. A maioria dos portadores da DP mostra os efeitos do descondicionamento musculo-esqueletico generalizado, conforme aponta (SOARES e TARTARUGA 2010).

Quando inserido na fase inicial do tratamento, a contribuição do exercício com relação a tarefas motoras do dia a dia, proporcionam um menor comprometimento do sistema motor.

Poucas vezes presente no tratamento do Parkinson, o exercício aplico por Educadores Físicos ainda apresenta poucos estudos, situação diferente a área da reabilitação da Fisioterapia que a tempos desenvolve estudos sobre o tema.

Não se trata aqui de uma comparação de valores, e sim de constatação de estudos, procurando enfatizar os resultados obtidos com a aplicação de exercícios durante o tratamento.

Miyai et al. (2002) apresentou um estudo de comparação da Fisioterapia tradicipnal com um programa de caminhada com sustentação parcial do peso,apresentando que a caminhada na esteira  apresenta um efeito duradouro na marcha dos pacientes com Parkinson agindo principalmente sobre o arrastar dos pés, ação motora caracteristica do Parkinson e  sugerem que essa pratica aumenta o tempo de acão dos medicamentos.

Para  (POHL et al., 2003). a  esteira tem sido uma promissora terapia no processo

de reabilitacão de pacientes com anomalias na marcha e mais recentemente tem sido utilizada em tratamentos de Parkinson, resultando em melhoras nos parâmetros de marcha maiores que as terapias convencionais

Aplicar exercícios aeróbicos, além dos benefícios cardio-respiratórios, melhora do VO2, aumento do condicionamento físico geral, temos a melhora da marcha, importante ação motora do dia a dia, que geralmente é a primeira a ser comprometida.

Estudos apontam que a alteração na performance funcional estão presentes em todas as fases da Patologia e não somente na fase avançada. Goulart et al. (2004) aponta também que as pessoas me estágio inicial ou moderado, tendem a diminuir seu nível de aticidade física masi rapidamente do que pessoas assintomáticas da mesma idade.

No momento mais importante portanto, o exercício acaba sendo esquecido pela equipe mutidisciplinar, privando o indivíduo de um estimulo potencial para minimizar os efeitos deletérios do Parkinson.

Além dos Exercícios Aeróbicos, os exercícios de Flexibilidade, Força e Equilíbrio também fazem parte do programa de treinamento do tratamento do Parkinson.

O programa de treino deve estar alinhado com a etapa do tratamento, e deve ser elaborado após avaliação de análise clínica do Educador Físico. Nesta etapa de avaliação o trabalho de toda a equipe envolvida (médicos, fisioterapeutas, nutricionista) precisa estar muito bem alinhado.

A partir das análises da Avaliação, o programa é prescrito e colocado em prática.

Hirsch et al. (2003), demonstrou em seu estudo que o trabalho de força e equilíbrio em estágios iniciais e intermediários do Parkinson  aumento da latência antes da queda dessas pessoas em 15%, redução em 20% à incidência de quedas, efeitos esses que permaneceram inalterados por ao menos quatro semanas depois do término do treinamento. O treinamento ainda melhorou a capacidade de manter o equilíbrio durante condições de instabilidade. A resistência muscular dos ísquios tibiais, quadríceps e gastrocnêmico aumentou, sendo este último o que mais apresentou melhoras.

Os autores concluíram que exercícios de força e equilíbrio presentes no programa de treino podem conservar a capacidade funcional e prevenir lesões por quedas.

Portanto de você sofre com Parkinson ou conhece alguém, que esta em tratamento desta patologia, incentive esta pessoa a praticar atividades físicas orientadas, que converse com a equipe responsável pelo tratamento e coloque o exercício físico como parte integrante deste tratamento.

 

Renato Trevisan

Educador Físico

Especialista em Atividade Motora Adaptada

 

One thought on “Exercício e Parkinson

Leave a comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *